Justiça aponta gravidade do crime e risco à ordem pública para negar liberdade
O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou o pedido de habeas corpus e manteve a prisão dos investigados na Operação Trilha de Hermes, acusados de sequestrar e matar Aldevan Pontes de Jesus, de 32 anos.
A decisão foi tomada pela 3ª Câmara Criminal, que considerou presentes os requisitos legais para a prisão preventiva, destacando a gravidade concreta dos fatos e o risco à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal.
A defesa alegava ausência de fundamentos para a prisão e solicitava liberdade provisória ou aplicação de medidas cautelares alternativas, mas o pedido foi rejeitado pelo colegiado.
A operação foi deflagrada pela Defron em dezembro, com nova fase realizada em março, cumprindo mandados em Itaquiraí, Naviraí e Porto Velho, em Rondônia. As investigações apontam que Aldevan, monitorado por tornozeleira eletrônica, foi identificado como suposto informante da polícia e, por isso, teria sido sequestrado pelo grupo.
O sinal do equipamento foi perdido na zona rural de Itaquiraí, e o corpo da vítima ainda não foi localizado.
Com o avanço das investigações, a polícia identificou uma organização criminosa armada, estruturada com divisão de funções. Na primeira fase, cinco pessoas foram presas e houve apreensão de armas, veículos e diversos materiais.
Na segunda etapa, além de novas prisões, uma mulher de 42 anos foi detida em flagrante com uma pistola calibre .380 e munições. Também foram apreendidos celulares e uma caminhonete, possivelmente utilizada nas ações do grupo criminoso.