Criança foi internada com diversos hematomas e lesões em hospital de Pedro Juan Caballero; padrasto foi preso e permanece à disposição da Justiça do Paraguai
Uma menina brasileira de seis anos, diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), foi vítima de agressões físicas em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã (MS). O principal suspeito é o padrasto da criança, que foi preso após a vítima dar entrada no Hospital Regional (HR) com diversos ferimentos pelo corpo.
De acordo com as autoridades paraguaias, a mãe da menina trabalha em um salão de beleza e costumava deixar a filha sob os cuidados do companheiro. Ao retornar para casa, encontrou a criança machucada e a levou imediatamente para atendimento médico.
Durante a avaliação clínica, os profissionais de saúde identificaram hematomas nas costas, peito, pescoço, rosto e nádegas, além de outras lesões consideradas compatíveis com agressões. Diante da gravidade do quadro, a equipe médica acionou a Polícia Nacional, que iniciou as investigações.
Após tomar conhecimento das apurações, o suspeito se apresentou espontaneamente na Delegacia de Polícia de Pedro Juan Caballero. Na noite de sábado (18), o Ministério Público do Paraguai expediu um mandado de prisão contra ele. Desde então, o homem permanece preso e à disposição da Justiça paraguaia.
Segundo informações divulgadas pela imprensa do país vizinho, a menina residia anteriormente em Ponta Porã com a avó paterna. Há cerca de seis meses, porém, foi levada pela mãe para morar em Pedro Juan Caballero.
Ainda conforme os veículos paraguaios, durante esse período a criança chegou a ser incluída em um alerta de desaparecimento emitido pelo Departamento de Busca e Localização de Pessoas Desaparecidas do Paraguai.
As autoridades paraguaias seguem investigando o caso para esclarecer as circunstâncias das agressões. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a guarda provisória da criança nem sobre a previsão de alta hospitalar.