Ex-jogador, que cumpria regime semiaberto, é capturado pela polícia após descumprir regras judiciais. Entenda o histórico e as acusações.
Onotório goleiro Bruno Fernandes, conhecido tanto por suas passagens pelo futebol quanto pelo trágico caso Eliza Samudio, foi novamente detido pela polícia. A prisão ocorreu na manhã desta sexta-feira, 08 de maio de 2026, em São Pedro da Aldeia, no bairro Porto da Aldeia. Segundo informações da Polícia Militar, Bruno não demonstrou resistência durante a abordagem e colaborou com os agentes.
As razões para a nova prisão giram em torno de diversas irregularidades cometidas enquanto cumpria o regime semiaberto. Entre as mais graves, está uma viagem não autorizada para o Acre, realizada em 15 de fevereiro, para defender o Vasco-AC em uma partida da Copa do Brasil. Na ocasião, Bruno teria falhado em retornar à sua unidade prisional dentro do prazo estipulado pela Justiça.
Mas as violações não pararam por aí. O Ministério Público do Rio de Janeiro também apontou outras infrações graves, como a omissão em atualizar seu endereço perante a Justiça por um período de três anos. Além disso, Bruno descumpriu horários de recolhimento obrigatório e participou de eventos e deslocamentos sem a devida autorização prévia. Dentre essas saídas não autorizadas, destacam-se sua presença em um jogo no Maracanã, em fevereiro deste ano, e visitas a um estádio em Minas Gerais.
Um histórico de polêmicas
O nome de Bruno ganhou os noticiários nacionais e internacionais em 2010, quando foi preso sob a acusação de envolvimento no brutal assassinato de Eliza Samudio, sua ex-companheira. As investigações apontaram que a motivação para o crime teria sido a cobrança de Eliza pelo reconhecimento da paternidade de Bruninho Samudio, filho do casal. Em 2013, Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão por crimes como homicídio qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
Ele permaneceu em regime fechado entre 2010 e 2019, ano em que obteve a progressão para o regime semiaberto. Mais recentemente, em 2023, recebeu o benefício da liberdade condicional, que agora parece ter sido revogada devido às suas condutas irregulares.
A captura e os próximos passos
Após ser detido, o ex-goleiro foi levado primeiramente à 125ª Delegacia de Polícia para formalização do mandado de prisão. Posteriormente, o caso foi encaminhado à 127ª DP, em Búzios, que ficará responsável pelos procedimentos subsequentes. A prisão foi fruto de um trabalho integrado entre o setor de inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro e equipes da Polícia Militar de Minas Gerais, demonstrando a articulação das forças de segurança para cumprir a decisão judicial.