Ex-chefe do Executivo da Capital estava preso preventivamente desde março de 2026, acusado de homicídio qualificado após a morte de um auditor fiscal aposentado
O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), aos 60 anos, após complicações cardíacas. Ele estava internado na Santa Casa da Capital depois de passar mal pela segunda vez em poucos dias. A confirmação da morte foi feita pela Polícia Militar, responsável pela escolta, e pelo advogado de defesa, Wilton Acosta.
Bernal havia recebido alta hospitalar na última sexta-feira (10) e retornado ao Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues, onde permanecia preso preventivamente. No entanto, voltou a apresentar problemas de saúde e foi novamente encaminhado à Santa Casa.
No sábado (11), o ex-prefeito foi internado na ala vermelha da unidade hospitalar com pressão arterial muito baixa. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu e morreu durante a madrugada desta segunda-feira. Bernal completaria 61 anos nesta terça-feira (14).
Alcides Bernal estava preso desde 24 de março de 2026, quando se apresentou à polícia após ser acusado de matar a tiros o auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, em um imóvel localizado no Jardim dos Estados, em Campo Grande. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça no dia seguinte.
Segundo as investigações, o crime ocorreu durante um conflito envolvendo o imóvel onde Bernal residia. O Ministério Público o denunciou por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e invasão de domicílio.
A Justiça determinou que o ex-prefeito fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa sustentava que Bernal agiu em legítima defesa, argumento que foi rejeitado pelo juiz responsável pelo processo durante a decisão de pronúncia. Com isso, ele permaneceu preso preventivamente enquanto aguardava o julgamento.