Crime ocorreu no Bairro Nova Lima após conflito envolvendo madrasta, esposa e crianças no local
No início da tarde deste domingo (18), uma discussão entre familiares acabou em tragédia na Rua Guia-Miçu, no Bairro Nova Lima, em Campo Grande. Romário Paes Cardoso foi morto após ser atingido por cerca de seis disparos de arma de fogo na cabeça. O autor do crime, segundo a polícia, é o próprio filho da vítima, identificado como Adriano.
De acordo com informações divulgadas pelo Campo Grande News, pai e filho residiam no mesmo terreno, porém em casas separadas. O imóvel pertencia a Romário, e a convivência entre as famílias era marcada por conflitos frequentes. O desentendimento que antecedeu o homicídio teria começado entre a madrasta de Adriano e a esposa dele.
A confusão teve início quando a companheira de Romário pediu que Adriano recolhesse bolas de crianças que haviam sido deixadas no quintal. Após o pedido, a mulher teria enviado mensagens à nora, o que acabou intensificando o clima de tensão entre os envolvidos.
Ao tomar conhecimento da situação, a esposa de Adriano chamou o marido, que estava dentro de casa jogando videogame com crianças. Em seguida, ele saiu para procurar os objetos no quintal, momento em que ocorreu uma discussão direta com a madrasta.
Testemunhas relataram que Adriano avançou contra a companheira do pai. Ao perceber a confusão, Romário, que estava ingerindo bebida alcoólica com um vizinho dentro de casa, decidiu intervir. Conforme relatos colhidos no local, ele teria se exaltado ao defender a esposa e entrou na discussão com o filho.
Nesse momento, Adriano sacou uma arma de fogo e efetuou o primeiro disparo contra o pai. Mesmo com Romário já caído e agonizando, o autor retornou e realizou novos tiros, totalizando cerca de seis disparos, todos concentrados na região da cabeça. A vítima teve o rosto desfigurado e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
A cena do crime foi presenciada por aproximadamente seis crianças, o que causou grande comoção entre moradores da região. Vizinhos relataram que as brigas entre pai e filho eram constantes e, na maioria das vezes, motivadas por disputas relacionadas ao terreno e à convivência das famílias no mesmo espaço.
Após cometer o homicídio, Adriano fugiu em uma motocicleta. Durante a fuga, ele chegou a cumprimentar alguns vizinhos, segundo relatos. A esposa dele deixou o local em um carro, mas retornou posteriormente e conversou com o delegado Felipe Rossato, responsável pelo atendimento da ocorrência.
Equipes da Polícia Militar e da perícia técnica estiveram no endereço para realizar os procedimentos iniciais e coletar informações. O caso passou a ser investigado ainda no domingo, e diligências seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime.
À imprensa, o delegado Felipe Rossato afirmou que, após o primeiro disparo, o filho percebeu que o pai ainda estava vivo e, por isso, efetuou novos tiros, o que reforça a brutalidade da ação.