Givaldo Ferreira Santos cumpria pena de mais de 24 anos de prisão pelo assassinato da esposa, ocorrido em 2021
O detetive particular Givaldo Ferreira Santos, de 62 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (23), após sofrer um infarto na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), onde cumpria pena pela morte da esposa, Zuleide Lourdes Teles da Rocha.
O sepultamento está previsto para esta quarta-feira (24), no Cemitério Parque Dourados.
Givaldo foi condenado em agosto de 2024 pelo Tribunal do Júri a 24 anos, um mês e 25 dias de prisão pelo assassinato de Zuleide, também detetive particular. O crime ocorreu em junho de 2021 e, segundo as investigações, foi planejado pelo condenado com a participação de outras pessoas.
De acordo com a apuração policial, a vítima foi atraída até uma área de mata no Jardim Esplanada após receber uma ligação de Sueli da Silva, apontada no processo como orientadora espiritual de Givaldo. Na ocasião, Sueli teria informado que desejava contratar os serviços da detetive para investigar um suposto caso extraconjugal e marcou um encontro.
Ao chegar ao local combinado, Zuleide foi rendida e levada para uma área de mata, onde acabou executada com um tiro na cabeça. O sobrinho dela, que tinha sete anos na época e a acompanhava, permaneceu no veículo e posteriormente foi abandonado em um contêiner. Os envolvidos fugiram levando a caminhonete Montana da vítima.
As investigações apontaram Givaldo como mandante do crime. A polícia também apurou que ele teria tentado contratar outra pessoa para matar a esposa antes da execução do plano que resultou no assassinato.
Além de Givaldo, Sueli da Silva foi condenada a 20 anos de prisão e José Olímpio de Melo Junior recebeu pena de 19 anos e três meses de reclusão. Os três deveriam cumprir as penas em regime fechado. Um quarto acusado foi absolvido pelo Conselho de Sentença durante o julgamento.
A causa da morte de Givaldo foi registrada como infarto, ocorrido enquanto ele estava custodiado na unidade prisional de Dourados.