Mandado de prisão definitivo foi localizado durante consulta aos sistemas de segurança; condenado ainda teria 16 anos de pena a cumprir
Uma denúncia de possível violência doméstica levou policiais militares rurais a uma propriedade na região do trevo do Abadio, em Dourados, na noite desta quarta-feira (26). A ocorrência, porém, terminou com a descoberta de um mandado de prisão definitivo contra o homem envolvido no desentendimento.
A equipe da Polícia Militar Rural (PMR) foi acionada por volta das 21h, após moradores relatarem uma possível discussão entre um casal que estava alojado em uma unidade de suinocultura localizada na propriedade rural.
No local, os policiais conversaram com as partes. A mulher informou que não havia sido agredida naquela ocasião e não apresentava lesões aparentes. Ela confirmou, entretanto, que havia ocorrido um desentendimento entre o casal.
Durante o atendimento, a mulher também relatou possuir um registro anterior relacionado a violência doméstica. Naquele momento, contudo, afirmou que não tinha interesse em representar criminalmente contra o homem em razão do fato que estava sendo apurado naquela noite.
Durante a identificação do suspeito e a consulta aos sistemas de segurança, os militares encontraram um mandado de prisão definitivo expedido pela Vara Regional de Execuções Penais da Comarca de Chapecó, vinculada ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Segundo as informações disponíveis no Banco Nacional de Mandados de Prisão, a ordem judicial está relacionada a uma condenação definitiva pelo artigo 121 do Código Penal, que trata do crime de homicídio.
O processo aponta que o crime ocorreu em 11 de março de 2016, em Capinzal (SC). Conforme os registros judiciais, a vítima teria sido brutalmente agredida com um taco de sinuca, mesmo após estar caída, não resistindo aos ferimentos.
Ainda de acordo com os dados consultados pelos policiais, havia 16 anos de pena restante a ser cumprida pelo condenado.
Diante da existência da ordem judicial, os policiais deram voz de prisão ao homem, que foi encaminhado para a 1ª Delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Durante a abordagem, ele informou que não portava documentos pessoais e alegou que eles haviam sido extraviados.