Polícia paraguaia investiga se vítima teria sido confundida com proprietário da caminhonete atacada
O brasileiro João Morel, de 46 anos, foi executado a tiros de pistola 9 milímetros e fuzil calibre 5,56 por volta do meio-dia desta segunda-feira (18), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia localizada na fronteira com Ponta Porã.
A vítima conduzia uma picape Fiat Toro branca, com placas de Chapadão do Sul, quando foi surpreendida por três homens armados que estavam em um Toyota Premio prata. O atentado aconteceu no cruzamento das ruas Tomás L. Rojas e Paulino Ramírez, no Bairro Maria Victória.
De acordo com as informações, dezenas de disparos atingiram principalmente a lateral esquerda da caminhonete. Mesmo baleado, João ainda perdeu o controle da direção antes de parar em um terreno baldio.
Ele chegou a ser socorrido pela própria esposa ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, João trabalhava em uma oficina de funilaria e pintura, e a caminhonete utilizada no momento do atentado pertencia a um cliente do estabelecimento.
O comissário José Delgado, chefe do Departamento de Investigações da polícia paraguaia, informou que o ataque ocorreu a cerca de 50 metros da oficina onde a vítima também morava.
Testemunhas relataram que os criminosos utilizavam roupas camufladas. A polícia busca imagens de câmeras de segurança para tentar identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
Uma das linhas investigadas aponta que o verdadeiro alvo do atentado poderia ser o proprietário da caminhonete, levantando a suspeita de que João Morel tenha sido morto por engano.