Município enfrenta aumento de casos, mortes confirmadas e intensifica ações de combate
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a situação de emergência em saúde pública em Dourados devido à epidemia de chikungunya. A portaria foi publicada nesta segunda-feira (30), após decreto municipal assinado pelo prefeito Marçal Filho.
Na manhã do mesmo dia, moradores receberam alerta extremo da Defesa Civil sobre o risco elevado de transmissão da doença, com orientações para eliminar água parada e manter os quintais limpos.
No domingo (29), o município contabilizou 1.025 casos confirmados, com 2.201 notificações registradas. Destas, 832 seguem em investigação e 344 foram descartadas. Apesar do avanço da doença, o número de internados caiu para 23, sendo 16 a menos em comparação com sexta-feira (27).
Entre 25 de fevereiro e 24 de março, cinco mortes foram confirmadas, todas em moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru. As vítimas são dois bebês, de 1 e 3 meses, e três idosos, de 60, 69 e 73 anos.
Equipes da Força Nacional do SUS, do Governo do Estado e da Prefeitura seguem atuando na reserva indígena e em bairros com maior incidência do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya e da dengue.
Como parte das medidas de enfrentamento, teve início na sexta-feira a instalação de 1.000 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia que utiliza os próprios mosquitos para espalhar o produto e reduzir focos.
O decreto de emergência permite a mobilização total dos órgãos municipais sob coordenação da Defesa Civil, incluindo convocação de voluntários, arrecadação de recursos e ações emergenciais.
Também autoriza a entrada em imóveis para socorro ou evacuação em situações de risco, além do uso de propriedades particulares em caso de perigo público. A prefeitura poderá ainda dispensar licitações para garantir rapidez na aquisição de insumos e execução das ações necessárias.