Ações integram Estado, município e governo federal com foco nas aldeias
A resposta ao avanço da chikungunya em Dourados tem mobilizado uma força-tarefa envolvendo a Secretaria de Estado de Saúde e a Força Nacional do SUS, que já atuam há quase três semanas no município. As equipes trabalham tanto no atendimento direto à população quanto na reorganização dos serviços de saúde, com atenção especial às comunidades indígenas.
Na terça-feira, 7, a secretária estadual de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, recebeu o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, para alinhar e reforçar as estratégias adotadas durante a situação de emergência.
As ações estão divididas em duas frentes principais. A primeira concentra esforços no atendimento às aldeias Jaguapiru e Bororó, além de outras áreas indígenas, com apoio de quatro unidades básicas de saúde que atendem essas regiões. A segunda frente envolve a reorganização da rede de atendimento e a capacitação de profissionais, ampliando a capacidade de diagnóstico e tratamento da doença, que ainda é considerada recente na região.
O plano adotado prioriza a identificação rápida de casos mais graves, o controle da dor — um dos sintomas mais intensos da chikungunya — e o encaminhamento adequado de pacientes para unidades de referência, como o Hospital Universitário e o Hospital Regional de Dourados.
Paralelamente ao atendimento médico, as equipes também atuam no controle do mosquito transmissor, com ações como instalação de telas em caixas d’água, aplicação de inseticidas seguros, limpeza de áreas e borrifação ao redor das residências.
Segundo as autoridades, a atuação conjunta entre os governos federal, estadual e municipal tem sido fundamental para conter o avanço da doença. A expectativa é que, além de enfrentar o momento atual, as medidas deixem uma rede de saúde mais estruturada e preparada para lidar com futuras arboviroses.